NY é a cidade dos negócios de nicho, é a cidade das empresas independentes, dos designers com pequenas lojas e dos caminhões de comida. Quando você leu as palavras “caminhão” e “comida”, pensou nos quiosques ambulantes de comida turca, kebabes e hot dogs? Tire esta ideia da cabeça e pense em pequenos caminhões, lindissimamente decorados, limpíssimos e com uma oferta de comida de dar inveja a muitos restaurantes “estacionários”. Os food trucks dos EUA são como os laptops, móveis, leves, podem ser levados para onde o dono quiser e, neste caso, onde tiver alguém com fome ou vontade de comer.
Os food trucks são uma incrível solução para pequenos empreendedores e gourmets de plantão, que não querem ou não podem investir em um negócio fixo, com altos alugueis e custos mensais. Aqui no Brasil, mais especificamente em São Paulo, a venda de alimentos nas ruas é proibido. Cachorro quente, pipoca, cocada, pamonha, milho e yakissoba, tudo proibido. A princípio dizem que é por uma questão de higiene e saúde, mas acho que a questão envolve outras polêmicas como “como cobramos impostos desses negócios” e “como controlamos onde eles tão e para onde eles vão”.
Uma pena, eu mesma trocaria nesse instante meu pequeno Palio por um Dobló ou uma Kombi e sairia por aí levando cheesecake e alegria para esta São Paulo de trânsito parado.
Em NY tive a oportunidade de experimentar algumas delícias desses caminhões e conversar com o dono de um deles, um animado e entusiasta ex-designer, ex-publicitário, ex-corporate life como ele mesmo disse. Grant Di Mille, cuja sócia no caminhão é sua mulher, me contou um pouco de como funciona o negócio dos food trucks enquanto eu comia um fresco e denso brownie feito ali mesmo. Eu tinha muita curiosidade sobre como eles escolhiam o lugar e qual era a permissão que eles tinham para ficar ali e ele me disse que o lugar era a parte mais difícil da história, e quem criava problemas eram os outros vendedores de rua (os tradicionais street vendors) enquanto os guardas de trânsito fingiam nem ver o que estava se passando.
Di Mille falou de seu twitter e dos seguidores que tinha, me deu ideias de onde comer bons cheesecakes (o que fica para um próximo post) e me deixou feliz por ter errado a direção do metrô e caminhado algumas quadras aparentemente em vão.
Ah, sim, e a história toda me fez lembrar do filme documentário Lemonade, do qual muito já se falou, especialmente nas rodinhas de publicitários (ex ou atuais), que conta sobre a vida pós agencia de muitos e muitos profissionais da área que tiveram que encontrar novos rumos após a crise… ou durante ela.
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O caminhão do Di Mille é o Street Sweets e o site, com toda a história e o menu você vê clicando aqui


















