heartshapedcheesecake

Uma historinha para começar

Eu nunca tinha dado bola para cheesecakes. Para dizer a bem da verdade, eu só gostava mesmo é de bolo seco (daquele gostoso caseiro para tomar com café) e de sorvete. Humm, como eu adorava sorvete! A ponto de dizer que me casaria com o homem que chegasse na minha casa com um pote deles na mão. E foi mais ou menos assim que aconteceu. Eu o conheci naquele começo de ano de muitas determinações e novas tentativas, e na segunda vez em que me foi buscar em casa me abraçou e me entregou aquele delicoso isopor cheio de frozen yogurt.

Mas o homem que viria com o sorvete, e com quem eu já completei mais de 10 anos de alegrias e muitos outros sorvetes, seria aquele que me apresentaria para o mundo maravilhoso dos cheesecakes, seu doce preferido.

Quando o ouvi dizer “este é meu doce preferido” pela primeira vez, pensei: curioso este meu namorado. Pela segunda vez, decidi sair por aí com ele à caça do melhor cheesecake da cidade. Provamos muitos, até nos empapuçar, e elegemos o cheesecake do Viena como o mais próximo do original (apesar das coberturas pouco ortodoxas como goiabada e gelatina de morango).

Mas como eu poderia dizer que era próximo do original se eu nunca tinha provado um? E foi assim que, na minha primeira viagem para Nova York, comi todos os cheesecakes aos quais tinha direito. Do cremoso da Dean and Deluca, passando pelo gigante da Carnigie Deli. Me aventurando pelos mais populares (como Junior’s e Cheesecake Factory) e me descobrindo nos mais inusitados (o Italiano da Monteleone’s, o de abóbora do Whole Foods Market, o de limão da Yura and Company).

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Mas foi uma capa de revista que me jogou de vez nesta brincadeira, que, seguida de muitos outros livros, formas especiais e dezenas de testes, me trouxe até aqui, até este projeto.

Espero que você se delicie também! E participe.